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Mala para o gelo: as roupas essenciais para a sua aventura na Antártica

Embarcar numa expedição à Antártica é a aventura de uma vida. É a chance de entrar na natureza mais intocada do planeta. Como você deve imaginar, não há lojas nem lojas de departamento na Antártica, o que significa que, se você esquecer algo em casa, não vai ter como comprar na loja local depois de partir. A equipe do Antarctica Travel Group está aqui para ajudar você a não esquecer nada. Juntamos nosso conhecimento e nossa experiência como guias de expedições polares para que você saiba exatamente o que levar para a Antártica e o que deixar em casa. Fazer a mala para a viagem à Antártica pode parecer uma tarefa e tanto. Mas, acredite ou não, fazer a mala para um cruzeiro à Antártica é bem menos complicado do que parece, quando você tem uma ideia do que levar e do que não levar.

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Que temperaturas esperar na sua expedição à Antártica?

Você talvez já tenha pesquisado na internet “Quanto frio faz na Antártica?” ou “Qual é a temperatura na Antártica no verão?”, mas incluímos um resumo das temperaturas que você pode esperar em cada mês da temporada antártica.

Outubro:

O fim de outubro marca o início da temporada de turismo na Antártica. As temperaturas começam a subir em relação às mínimas do inverno, e você pode esperar variações de -6°C a 8°C (21°F a 46°F), em média.

Novembro a dezembro:

Com os dias ficando mais longos, novembro e dezembro trazem um degelo gradual das paisagens congeladas. As temperaturas costumam ficar entre -1°C e 10°C (30°F a 50°F), um clima um pouco mais ameno que o de outubro. Essas temperaturas, ainda frias, oferecem um ambiente mais confortável para explorar.

Janeiro a fevereiro:

Janeiro e fevereiro são o auge do verão na Antártica. Nesses meses, as temperaturas podem ir de 0°C a 10°C (32°F a 50°F), com condições mais amenas e estáveis.

Março:

Com o fim da temporada, março traz uma volta gradual às temperaturas mais frias, de -1°C a 6°C (30°F a 43°F). Quem viaja nesse período deve estar preparado para condições variadas, já que o clima passa do auge do verão para o início do outono.

A mala para usar a bordo do navio

Ao fazer a mala para a Antártica, você precisa pensar no que levar para quando estiver no navio e também fora dele. As roupas para usar a bordo não exigem muita reflexão, já que a maioria dos navios que operam na Antártica tem código de vestimenta informal a bordo. Algumas empresas podem pedir traje social no jantar, mas o padrão do setor continua sendo o informal. Leve as roupas em que você se sente mais confortável. Sugerimos levar pelo menos uma roupa mais arrumada para o coquetel de despedida do Capitão, se você quiser uma noite divertida de produção.

O mais importante é pensar no calçado que você vai usar no navio. Todos os navios exigem calçado fechado com sola rígida. Chinelos, sandálias, Crocs e Teva (ou similares) não são aceitos a bordo.

Sugerimos levar botas de trilha, tênis de corrida, Uggs ou pantufas de sola rígida. Saltos e outros calçados com sola elevada também são fortemente desaconselhados por causa do movimento do navio.

Lembre que, a qualquer momento, a equipe de expedição pode anunciar que há vida selvagem ou uma paisagem interessante do lado de fora do navio. Os conveses externos podem estar molhados ou até com uma camada de neve, o que os deixa escorregadios. Garanta que você leve um calçado que permita sair a qualquer momento!

A guide to the suggested footwear to be wearing onboard the ship.
Um guia dos calçados sugeridos para usar a bordo do navio.

Confira estas pantufas da North Face

A mala para as expedições FORA do navio!

“Camadas, camadas, camadas!”

NEILL DRAKE

Se alguém nos pedisse uma palavra para resumir como fazer a mala para a Antártica, gritaríamos “CAMADAS” o mais alto possível. É importante poder colocar e tirar camadas de roupa conforme o tempo muda ao longo da viagem.

Abaixo você encontra a lista de todos os itens essenciais que recomendamos levar na sua viagem à Antártica, com explicações detalhadas das diferentes opções para cada item. Pode parecer muita informação (e é!), mas não tente pensar demais. Se você seguir o guia abaixo e marcar todos os itens da lista de bagagem da ATG, vai estar mais do que preparado para a sua expedição.

Primeira camada:

A primeira camada na Antártica é fundamental para manter você aquecido, confortável e protegido das condições duras de tempo que pode enfrentar. Essas peças ficam em contato direto com a pele e oferecem isolamento, afastam a umidade e ajudam a regular a temperatura. É importante levar a parte de cima e a de baixo. Para uma viagem de 9 a 12 dias, dá para levar só um conjunto. Se a sua viagem for mais longa, talvez você queira levar dois conjuntos, mas com certeza dá para se virar com um só, já que quase todos os navios oferecem lavanderia.

A escolha da primeira camada se resume às duas opções mais comuns: lã merino ou sintética. Se você vai comprar a primeira camada só para a expedição à Antártica, sugerimos pensar nas opções sintéticas, que são mais baratas. Se você mora num lugar mais frio, pretende continuar viajando para outros lugares frios, como o Ártico, ou fazer viagens de esqui, a lã merino vale o investimento.

A primeira camada costuma ter uma classificação que indica a espessura e a capacidade de reter calor. Evite as peças leves (muito usadas em corrida de aventura) e prefira as de peso médio a pesado. Outra sugestão é procurar comprar um conjunto. Na maioria das vezes, você pode pedir a parte de cima e a de baixo juntas, o que provavelmente sai mais barato do que comprar cada peça separadamente.

Primeira camada de lã merino ou sintética.

Primeira camada de lã merino:

Prós:

  • O isolamento natural mantém você bem quentinho em temperaturas congelantes.
  • Afasta a umidade e mantém você seco e confortável.
  • Mais quente que a sintética, o que ajuda a reduzir o total de camadas
  • Resiste a odores, então você não vai espantar os pinguins. (Precisa lavar menos)

Contras:

  • Mais pesada e demora mais para secar que as sintéticas.
  • Preço mais alto.

Nosso conjunto de lã merino favorito (feminino) Nosso conjunto de lã merino favorito (masculino)

Primeira camada sintética:

Prós:

  • Seca rápido entre um dia de desembarque e outro.
  • Leve e versátil para usar em camadas.
  • Costuma ser mais em conta que a lã merino.

Contras:

  • Pode não resistir a odores tão bem quanto a lã merino.
  • Alguns sintéticos podem não ter o mesmo toque natural da lã.
  • Não é tão quente quanto a lã merino.

Nosso conjunto térmico sintético favorito (feminino) Nosso conjunto térmico sintético favorito (masculino)

Camadas intermediárias:

Para ficar aquecido e confortável em climas frios e variáveis, as camadas intermediárias são as mais importantes. Essas peças versáteis ficam entre a primeira camada e a jaqueta externa, oferecendo isolamento e adaptação às condições que mudam rápido. Há muitas opções de camada intermediária e não existe uma “melhor opção”. Nossa sugestão é levar uma camada intermediária principal (mais pesada) e uma segunda (mais leve). Essa segunda camada intermediária é o que eu gosto de chamar de “camada flexível”.

Você pode ficar sentado por uma hora ou mais durante um passeio de Zodiac. É aí que você provavelmente vai sentir mais frio, e pode contar que vai usar essa segunda camada intermediária. Em terra, você provavelmente vai caminhar e fazer trilhas bastante, o que aumenta a temperatura do corpo. É aí que você provavelmente vai tirar essa segunda camada intermediária mais leve para não suar.

Aqui estão alguns dos tipos mais comuns de camada intermediária que funcionam bem na Antártica. De novo, não existe uma opção “melhor”. Se você já tem algum dos itens abaixo, não precisa sair para comprar roupa nova. Sugerimos levar pelo menos dois dos itens abaixo.

  • Fleece com zíper: um fleece com zíper ou do tipo pulôver aquece e é aconchegante sem fazer volume. Por ser respirável e leve, é uma camada intermediária ideal, com isolamento que não pesa.
  • Jaqueta puffer de pluma ou sintética: as jaquetas puffer, seja de pluma natural ou de enchimento sintético, são sem dúvida uma das melhores opções de camada intermediária. Elas aquecem muito e são muito fáceis de guardar na mala. Uma jaqueta puffer é uma ótima “camada flexível” quando combinada com um fleece técnico.
  • Jaqueta softshell: se você procura uma camada intermediária que una versatilidade e resistência, a jaqueta softshell é a resposta. Ela protege contra chuva fraca e continua respirável durante as atividades.
  • Suéter ou pulôver leve: um suéter leve de lã ou de material sintético é um complemento versátil para as suas camadas intermediárias. Ele junta conforto e calor sem esforço, o que o torna uma escolha fácil para usar em camadas.

Parka e camada externa:

Assim como nas camadas intermediárias, há várias opções na hora de escolher uma parka ou a sua camada externa principal. O detalhe mais importante na escolha da jaqueta externa para a Antártica é que ela precisa ser totalmente impermeável. 100% impermeável. “Repelente à água” não vai manter você seco nas condições duras que pode encontrar na Antártica. Várias empresas oferecem uma parka aos passageiros durante a expedição. Algumas são emprestadas, outras podem ficar com você de lembrança. Essas parkas são escolhidas com cuidado para oferecer impermeabilidade total. Confirme com a sua empresa de expedição ou com o seu agente de viagens se a empresa vai oferecer uma parka na sua viagem.

Se o seu navio não oferece parka, aqui vão algumas opções para considerar na hora de escolher a sua própria camada externa.

  • Jaqueta de chuva: as jaquetas de chuva são leves e não oferecem isolamento extra. Mas costumam ser 100% à prova de vento e de água. Ocupam menos espaço na mala e podem ser usadas depois da expedição, mesmo que você não pretenda visitar lugares frios.
  • Jaqueta de esqui/snowboard: as jaquetas de esqui e snowboard são uma ótima opção, porque quase sempre são totalmente impermeáveis e também oferecem isolamento. Confira a etiqueta ou a descrição do produto para garantir que a jaqueta é “impermeável” e não “repelente à água”.
  • Jaquetas de vela/expedição: várias empresas, como Grundens, Helly Hansen e Gill, têm uma linha de “jaquetas de vela”. Elas são mais reforçadas que uma simples jaqueta de chuva e oferecem proteção superior contra vento e água, além de resistência extrema. Essas jaquetas podem vir com ou sem isolamento.
  • Jaquetas três em um: as jaquetas 3 em 1 são uma ótima opção para quem mora em lugares mais frios ou viaja com frequência. Elas se chamam 3 em 1 porque há 3 jeitos de usá-las. Você pode usar cada camada sozinha ou todas juntas. Elas têm uma camada externa impermeável e um forro removível de fleece ou puffer que se prende por dentro da jaqueta.

Calça impermeável:

A calça impermeável é obrigatória para sair do navio. Os pilotos de Zodiac são treinados para perceber quando um passageiro não está usando calça impermeável e vão impedir o desembarque. A calça impermeável é essencial para manter você (e suas roupas de baixo) seco durante passeios de Zodiac que podem respingar bastante, ou na chuva e na neve. Haverá momentos em que você vai precisar descer do Zodiac com água na altura do joelho. A calça impermeável impede que a água entre nas botas. Nada estraga mais um dia do que pés molhados e gelados.

Há várias opções de calça impermeável. Elas são muito parecidas com as opções de parka. Qualquer uma das opções abaixo funciona. Só lembre que “repelente à água” NÃO significa “impermeável”.

Se você não tem certeza se a sua calça é impermeável ou repelente à água, aqui vai um truque: encha um copo ou uma garrafa com água e despeje um fio contínuo sobre o tecido por 5 a 6 segundos. Se a água escorrer em gotas, está tudo certo. Se você notar a água sendo absorvida pelo tecido, talvez a sua calça não seja impermeável. É importante não fazer esse teste com a torneira da pia, porque a torneira cria bolhas de ar, que fazem a água escorrer de tecidos repelentes à água e dão uma falsa impressão de impermeabilidade.

Observação: calças softshell costumam ser vendidas como “impermeáveis” na internet. Elas não são impermeáveis e não funcionam em ambientes extremos.

Dica de quem conhece: garanta que a barra da calça impermeável seja larga o bastante para passar por cima das Muck Boots. A barra da calça fica por cima das botas, não por dentro. Calças skinny ou justas não funcionam.

Aqui vai uma lista de opções sugeridas de calça impermeável:

  • Calça de chuva: as calças de chuva são leves e não oferecem isolamento extra. Mas costumam ser 100% à prova de vento e de água. Ocupam menos espaço na mala e podem ser usadas depois da expedição, mesmo que você não pretenda visitar lugares frios.
  • Calça de esqui/snowboard: as calças de esqui e snowboard são uma ótima opção, porque quase sempre são totalmente impermeáveis e existem em versões com e sem isolamento. As calças com isolamento ocupam mais espaço na mala, mas aquecem bem mais. As sem isolamento costumam ser mais largas, mas podem exigir camadas extras por baixo.
  • Calças de vela/expedição/pesca: várias empresas, como Grundens, Helly Hansen, Columbia e Gill, oferecem “calças de vela”. Elas são mais reforçadas que uma simples peça de chuva e oferecem proteção superior contra vento e água, além de resistência extrema. Essas calças podem vir com ou sem isolamento. Em geral são mais caras, mas duram anos.

Luvas:

As luvas são essenciais para ficar aquecido na Antártica e devem estar na mala de todo mundo. Recomendamos muito levar dois pares: um quente e impermeável para os passeios de Zodiac longos ou os dias de frio extremo, e outro mais leve para quando a temperatura estiver mais alta.

Os Zodiacs podem respingar um pouco no trajeto entre o navio e a terra. É aí que você vai querer usar as luvas mais quentes e impermeáveis. Já durante um passeio de Zodiac, o piloto vai navegar entre a vida selvagem e o gelo, posicionando os passageiros para as melhores oportunidades de observação e de foto. Esses passeios são lentos, tranquilos e relaxantes. É um ótimo momento para usar as luvas leves e ter controle total do celular e das câmeras.

Na hora de comprar luvas leves, a maioria das opções permite usar tela sensível ao toque. Sugerimos garantir que você leve luvas que funcionem com o celular para nunca perder um momento!

Se você pretende usar uma câmera digital, há muitas opções de luva que deixam o polegar e o dedo do disparador à mostra, para você ter mais controle sobre as configurações da câmera.

Gorros:

Manter a cabeça aquecida é um dos melhores jeitos de se sentir confortável e quentinho! Os gorros também são uma ótima forma de mostrar estilo, já que existem em muitos modelos e cores. Sugerimos levar no mínimo 2 gorros, porque em raras ocasiões eles podem molhar durante uma saída, e você vai querer ter um reserva seco.

Os gorros podem ser feitos de muitos materiais diferentes. Recomendamos lã, fleece ou uma mistura de sintéticos. Evite algodão a todo custo.

  • Lã: a lã é um isolante natural e é conhecida por reter muito bem o calor, mesmo molhada. É uma escolha popular para gorros por regular a temperatura e afastar a umidade da pele.
  • Acrílico: o acrílico é um material sintético que imita a maciez e o calor de fibras naturais como a lã. Gorros de acrílico costumam ser baratos e vêm em muitas cores e modelos. Também têm menos chance de causar alergia em quem é sensível à lã.
  • Algodão: gorros de algodão são leves e respiráveis, o que os torna adequados para temperaturas mais amenas ou para as estações de transição. Mas o algodão não isola tanto quanto a lã ou outros materiais e pode perder o calor quando molhado.
  • Fleece: gorros de fleece são feitos de materiais sintéticos como o poliéster, que oferecem uma boa relação entre calor e peso. O fleece afasta a umidade e seca rápido, o que torna os gorros de fleece adequados para atividades no frio.
  • Misturas: muitos gorros são feitos de misturas de materiais para combinar as vantagens de cada um. Por exemplo, uma mistura de lã e fibras sintéticas pode oferecer o calor da lã junto com a capacidade dos sintéticos de afastar a umidade.

Meias:

Escolher as meias certas para a Antártica é fundamental para manter os pés aquecidos, secos e confortáveis no frio extremo. Pense em levar meias de algumas espessuras diferentes, e é importante que sejam pelo menos até a panturrilha. A maioria dos navios fornece Muck Boots, que passam da panturrilha. Meias mais altas evitam assaduras em caminhadas longas ou trilhas com as botas.

Assim como nos gorros, você pode escolher entre vários materiais. Meias de lã são as mais confortáveis, principalmente se os pés começarem a suar. Meias de lã também são bem mais quentes, então, se você costuma ter pés frios, são uma ótima opção.

Meias sintéticas também funcionam muito bem e são bem mais baratas. Se você quer economizar, não tem como errar com uma meia de mistura sintética.

Óculos de sol/máscaras de esqui:

Bons óculos de sol costumam ser esquecidos na mala para a Antártica. Nunca é demais reforçar como bons óculos de sol polarizados são importantes para reduzir o reflexo. O sol reflete na neve e no gelo e, depois de muito tempo de exposição, pode causar dor de cabeça e cansaço visual. Óculos polarizados são parte essencial da sua lista de bagagem.

Máscaras de esqui e snowboard não são itens essenciais, mas algumas pessoas gostam de levar se já tiverem. Costumam ser polarizadas e protegem bem o rosto do vento. Se você tem espaço na mala e já tem uma, não custa levar. Mas não sugerimos comprar só para a viagem à Antártica.

Bolsas estanques:

Uma boa bolsa estanque faz muita diferença na Antártica para proteger as câmeras e outros equipamentos. Como comentamos antes sobre levar uma “camada flexível” com você, ter uma bolsa estanque é essencial para protegê-la do tempo. Existem bolsas estanques de muitos formatos e tamanhos, e a certa para você depende do seu orçamento e de quanto equipamento você pretende levar. Se você não vai levar equipamento fotográfico grande, 15 L devem bastar para as camadas extras e uma garrafa de água. Se vai levar uma câmera DSLR ou mirrorless, talvez valha olhar bolsas de 20 L a 30 L. Recomendamos muito uma bolsa estanque que tenha pelo menos alça de ombro, mas preferimos uma com alças de mochila. Fique com as mãos livres sempre que puder e evite ter de colocar a bolsa no chão. Se em algum momento a bolsa encostar no chão, ela vai ter de passar por um procedimento rigoroso de higienização. Então, por favor, pense em levar uma bolsa com alças.

Outros itens obrigatórios na mala:

Aquecedores de mão recarregáveis: aquecedores de mão podem ajudar muito quando a temperatura cai abaixo de zero, mas prefira os recarregáveis para reduzir o lixo e não sujar a paisagem da Antártica.

Ganchos magnéticos: as paredes e o teto da sua cabine são de metal magnético. (É uma exigência de prevenção de incêndio.) Ganchos magnéticos são um jeito barato de manter a cabine organizada!

Cordão para celular: nem dá para contar quantos celulares já vimos cair do Zodiac na água ou cair do bolso e se perder na neve. Proteja seu celular com um cordão, mas escolha um que não tampe a câmera.

Protetor labial: na Antártica, o ar é extremamente seco e o sol é muito forte. Não deixe de levar um bom protetor labial com FPS 30 ou mais.

Protetor solar: quando chegar à Antártica, você vai passar mais de oito horas ao ar livre sob o sol forte da Antártica. Mesmo em dias nublados, os raios UV atravessam as nuvens e podem causar queimaduras fortes. Sugerimos FPS 50 ou mais e recomendamos usar protetor solar próprio para o rosto.

Hidratante: a maresia somada ao clima seco da Antártica pode ser bem agressiva com a pele das mãos, dos lábios e do rosto. Não deixe de levar um bom hidratante para evitar rachaduras na pele.

Binóculos: os binóculos não são totalmente necessários, mas são muito recomendados para aproveitar ao máximo a viagem. Você não precisa investir em nada muito caro. Um binóculo de viagem pequeno, fácil de levar, ajuda a aproveitar melhor as oportunidades de observação.

Baterias extras para a câmera: se você pretende usar uma câmera DSLR ou mirrorless, leve no mínimo três baterias. O frio descarrega as baterias bem mais rápido que o normal, e você não vai querer perder “a foto da sua vida”.

Adaptadores de tomada: não esqueça de levar um adaptador de viagem universal. A Argentina, o Chile e a maioria dos navios podem usar tomadas diferentes das que você usa em casa. Alguns navios têm tomadas universais, outros não. Confirme com a operadora do navio ou com o seu agente de viagens qual adaptador você vai precisar, ou leve este adaptador universal tudo em um.

Bastões de caminhada: muitos navios oferecem bastões de caminhada aos passageiros, de graça ou para alugar. Confirme com a operadora do navio ou com o seu agente de viagens. Se quiser levar os seus próprios bastões, leve um par compacto e telescópico e limpe bem antes de embarcar no navio. A tripulação também vai fazer um processo de higienização antes que você possa levá-los para terra.

Roupa de banho: Alguns navios têm banheiras de hidromassagem, piscinas ou saunas, mas o verdadeiro motivo para levar roupa de banho é participar do famoso POLAR PLUNGE, o mergulho polar!!!!

Um diário: Mesmo que você não tenha muito o hábito de escrever em diário, sugerimos levar um bloquinho para anotar alguns dos seus momentos e lembranças favoritos. Você vai gostar de poder reler tudo no futuro.

Organizadores de mala: Os organizadores de mala (packing cubes) fazem toda a diferença para arrumar a bagagem de forma eficiente e organizada. Eles reduzem o espaço necessário e podem ir direto para as gavetas e armários da sua cabine, sem que você precise desfazer a mala toda.

Sacos de compressão: Os sacos de compressão reduzem bastante o volume, principalmente das camadas maiores, como jaquetas acolchoadas e blusas de fleece. Existem dois tipos: o de enrolar (o nosso preferido) e o a vácuo. O tipo a vácuo costuma vir com uma pequena bomba manual, que pode quebrar. Os sacos de enrolar funcionam bem e não precisam de vácuo.

AirTags ou similares: Está cada vez mais comum colocar Apple AirTags ou Tiles na bagagem para saber sempre onde ela está e, principalmente, se as malas despachadas foram colocadas no avião. Adoramos essa ideia. Se você usa um aparelho Android, pode usar Samsung, Tile ou Chipolo. Sugerimos o Tile.

Deixe em casa:

Drones: Drones não são permitidos na Antártica sem autorização especial. A menos que você esteja fazendo pesquisa científica ou participe de um projeto de filmagem pré-aprovado, não vai conseguir uma licença para drone.

Aparelhos de beleza: A maioria dos navios oferece secador de cabelo nas cabines, mas, para evitar qualquer risco de incêndio ou curto-circuito, deixe os outros aparelhos em casa. Se você precisar mesmo levar algum aparelho, talvez precise de um conversor de voltagem 220v-110v, dependendo do navio e do aparelho.

Tripés/monopés: Se você é fotógrafo profissional e sabe que precisa de um tripé para aquelas lentes zoom pesadas, pode levar um tripé ou monopé. Mas saiba que ele vai exigir procedimentos especiais de higienização antes e depois de cada saída e retorno ao navio. Se você é fotógrafo amador e está em dúvida se precisa de tripé, a forte recomendação é deixá-lo em casa. A luz na Antártica é mais do que suficiente para velocidades de obturador mais rápidas, o que dispensa o tripé. Eles são volumosos e desajeitados, e o melhor é simplesmente evitá-los.

Tem alguma sugestão do que poderíamos acrescentar ao nosso blog sobre bagagem? Adoraríamos saber! Escreva para contato@destinospolares.com.br ou use o botão abaixo.

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