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Destinos e roteiros

Vale a pena incluir a Geórgia do Sul numa expedição à Antártica?

Sim, se você tiver o tempo e o dinheiro extras. A Geórgia do Sul é um lugar bem diferente da Península, e a densidade de vida selvagem por lá não tem igual em nenhum outro ponto da rota. As colônias de pinguins-rei chegam a centenas de milhares, as praias ficam lotadas de lobos-marinhos e elefantes-marinhos, e há filhotes de pinguim-rei durante toda a temporada de visitas, porque eles se reproduzem num ciclo diferente das espécies antárticas.

O custo é real. Um roteiro com a Geórgia do Sul é mais longo, normalmente cerca de uma semana a mais, e o preço acompanha. Ele também obriga você a ir de navio, porque voar para a Antártica praticamente exclui a Geórgia do Sul. Há duas ou três viagens muito caras por ano que tentam combinar as duas coisas, e você ainda atravessaria o Mar de Scotia, que não é um trecho de mar tranquilo.

A história é a outra metade. Grytviken, o túmulo de Shackleton e a caminhada de Fortuna Bay, que completa a travessia dele. Para muitos viajantes, essa acaba sendo a parte de que mais falam depois.

Se você está escolhendo entre a Geórgia do Sul e uma viagem mais longa pela Península, a divisão honesta é esta: a Geórgia do Sul é para vida selvagem e história, e a Península é para gelo e paisagem.

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